logos, palavra, discurso, verbo; ergon, energon, trabalho, energia; trope, entrope, mudança, entropia.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Poesia do leitor
Esta é uma poesia concreta,
construída com pedra e argamassa,
com ferro estacada
e com paredes de vidro circundada.
Arquitetura moderna? Talvez...
Contemporânea, certamente,
do autor e do leitor.
Construção inacabada
após meio século de trabalho.
Lapidada várias vezes,
dilapidada outras tantas.
Ao leitor deixo uma missão,
terminar aquilo que comecei em vão,
transformar-se em artesão
de sonhos, palavras postas em ação.
RJ, 14/09/2003.
sábado, 14 de janeiro de 2012
Poesia
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Silêncio II
Final de ano. Natal. Ano Novo. Momentos que passamos, sempre que possível, com a família, ou os amigos mais próximos. Momentos em que também revemos nossa vida e procuramos programar o futuro, apesar das nossas limitações. Momentos que podemos nos encontrar em silêncio com nosso Criador. Momentos de silêncio.
Silêncio II
Atenta ao silêncio!
Seu compasso
alegre e marcado
pelos sons da cidade entrecortado.
Desfaz-se o silêncio
no murmúrio pausado do vento,
nas ondas deslizantes na praia,
no vôo leve da borboleta.
Escuta em silêncio:
as desventuras de seu amigo,
a oração de uma criança,
a risada de um bebe.
Descobre em silêncio
o sol nascer avermelhado
e o céu em azul transformado
anunciar um dia novo.
RJ, 10-16/04/2005.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Trilhas e vidas
domingo, 6 de novembro de 2011
Cada Dia
| Entardecer na Enseada de Botafogo, RJ, Maio/2011 |
Cada dia, no horizonte,
eu vejo o sol nascer,
muitas vezes encoberto
por nuvens ao amanhecer.
Cada dia, no meu canto,
eu sinto a alegria
de quem pela primeira vez
viu brotar a harmonia.
Cada dia eu espero
viver e não morrer,
mas não sei o desenlace
quando o meu viver
na morte deixar de ser.
Cada dia eu prometo
mais perto de Ti andar
mas muitas vezes eu derivo
para longe do Teu altar.
Cada dia Tua Graça
me faz acreditar,
que apesar das minhas escolhas
Tu guias meu andar.
RJ, 31/07/2011.
domingo, 23 de outubro de 2011
Sons da cidade
| Porto, Portugal, set/2010. |
Sons da cidade
Murmúrio,
palavra dita, quiçá redita,
confunde-se com o ruído
da multidão que se agita.
O farfalhar das árvores
e o trinado dos pássaros
mal se distinguem do ronco
dos carros que passam.
As ruas gemem com a vida
que, incessante, passa desapercebida.
Na praça, o alvoroço ingênuo
de alegres crianças contrasta.
Sons da cidade,
ruídos de fundo,
que os ouvidos captam
mas nem sempre separam.
RJ, 28/03/2004
terça-feira, 11 de outubro de 2011
É hora
Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu... (Ecl 3:1)
É hora
É hora
De acordar,
Um banho tomar,
Se arrumar
E deitar.
É hora
De dormir,
Um sonho curtir,
Sorrir
E pela estrada seguir.
É hora
De aprender
A vida viver,
Os amigos rever
E na vida colher ...
As horas.
RJ, 30/06/2007.
É hora
É hora
De acordar,
Um banho tomar,
Se arrumar
E deitar.
É hora
De dormir,
Um sonho curtir,
Sorrir
E pela estrada seguir.
É hora
De aprender
A vida viver,
Os amigos rever
E na vida colher ...
As horas.
RJ, 30/06/2007.
sábado, 1 de outubro de 2011
Momentos Especiais
| Camélia Vermelha, 2011. |
Existem momentos especiais...
entre tantos outros singulares,
como os raios que cortam os ares
e os meteoritos siderais...
no universo.
Existem dias únicos...
quando nas encruzilhadas,
descobrimos que nossos caminhos
são desfeitos e, então, refeitos...
no tempo.
Nestes dias e momentos...
não somos do tempo os senhores
nem mesmo seus espectadores,
tão somente somos atores...
da vida.
Atropelados pelo momento...
pelas reviravoltas cotidianas,
nos quedamos em silêncio
com pouca expectativa...
no futuro.
Nos resta uma prece...
quiça um murmúrio.
Pai nosso que estás nos céus
seja feita a Tua vontade...
na Terra.
RJ, 17/09/2011
domingo, 18 de setembro de 2011
Sobre a idade
Quando vamos ficando mais velhos, ouvimos muitas pessoas nos dizerem que a idade nos cai bem. Segue meu breve pensamento sobre este antigo e sempre permanente assunto.
Sobre a idade
A idade lhe cai bem.
Cai cabelo,
cai o peito,
caem rugas e pelancas.
Cai a força,
cai o ânimo,
caem todas as bugigangas.
Cai cada grão
da ampulheta
até que da vida
nada resta.
Tão somente...
A morte lhe cai bem.
RJ, 05/02/2009.
Sobre a idade
A idade lhe cai bem.
Cai cabelo,
cai o peito,
caem rugas e pelancas.
Cai a força,
cai o ânimo,
caem todas as bugigangas.
Cai cada grão
da ampulheta
até que da vida
nada resta.
Tão somente...
A morte lhe cai bem.
RJ, 05/02/2009.
domingo, 4 de setembro de 2011
Silêncio I
O que é o silêncio?
Silêncio
Um minuto de respeito,
num estádio de futebol repleto,
em memória do passado.
Clímax entre amantes,
dois seres distintos,
num único corpo fundidos.
Suave murmúrio
presente na pausa
da música eterna.
Momento único
em que o universo
inspira o sopro divino.
RJ, 10/10/2004.
Silêncio
Um minuto de respeito,
num estádio de futebol repleto,
em memória do passado.
Clímax entre amantes,
dois seres distintos,
num único corpo fundidos.
Suave murmúrio
presente na pausa
da música eterna.
Momento único
em que o universo
inspira o sopro divino.
RJ, 10/10/2004.
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